18 de setembro

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2/09/19 às 11h12 - Atualizado em 2/09/19 às 11h12

Alunos de escolas públicas do DF conhecem o tradicional Bumba Meu Boi de Seu Teodoro

Projeto “Bumba Meu Boi Tradição e Educação” celebra o mês do Patrimônio Cultural por meio de aula espetáculo

Olhos bem atentos, expressões curiosas e muita concentração. Foi assim que cerca de 40 alunos do 6º e 7º ano do Centro de Ensino Fundamental 05, de Sobradinho, participaram na manhã desta terça-feira, 27/08, da aula espetáculo promovida pelo Centro de Tradições Populares. O objetivo? Conhecer o Bumba Meu Boi de Seu Teodoro, um dos territórios culturais mais importantes e tradicionais do DF, fundado pelo saudoso Mestre Teodoro Freire.  A atividade faz parte do projeto “Bumba Meu Boi Tradição e Educação” que comemora o mês do Patrimônio Cultural, celebrado no dia 17/08. Ao todo, 10 escolas irão participar do projeto idealizado pelo Instituto Candango de Culturas Populares com apoio da Fundação Palmares, que acontece até 30 de agosto.

“Trazer as crianças para o Centro de Tradições Populares, é trazê-las para o berço da cultura candanga. É ensiná-las a transformar o mundo pela arte e pelo afeto. É fazê-las se apropriar de um espaço tão rico, tão bonito e tão nosso”, afirma Stéffanie Oliveira, diretora do Instituto Candango de Culturas Populares.

Recepcionados com toda simpatia e ternura de Mestra Maria, Matriarca do grupo, a criançada assistiu a uma aula, ministrada por Gilvan do Vale, puxador das toadas e membro do grupo há 28 anos, sobre a história do Bumba Meu Boi. No vídeo, Seu Teodoro fala sobre a importância da preservação da cultura popular e detalha, como ninguém, as particularidades de cada um dos cinco sotaques (estilos, formas e expressões) do Bumba Meu Boi.

Aprender brincando

Depois da teoria, a prática, ou melhor, a brincadeira! Os alunos conheceram de perto os personagens e Sotaque da Baixada que compõe o grupo do Bumba Meu Boi de Seu Teodoro: o Boi, a grande estrela da brincadeira, cheio de bordados que fazem referência ao cerrado e ao Mestre do grupo, Pai Francisco, Mãe Catirina, as índias, o Cazumbá, uma mistura de homem e bicho, além dos músicos, responsáveis por dar ritmo à dança.  

Para muitos deles essa foi a primeira vez que tiveram contato com a expressão cultural vinda do Maranhão. João Victor Araújo, de 12 anos, se arriscou na matraca e aprovou a atividade. “Eu nunca tinha vindo aqui antes e achei tudo maravilhoso. Adorei os personagens e achei os figurinos lindos”, afirma.

Segundo Mestra Maria, a experiência com as crianças é muito gratificante. “Esse projeto foi pensado para que essas crianças tenham contato com a cultura do Bumba Meu Boi e levem isso para casa, para a família e multipliquem isso na cidade onde moram. Estamos satisfeitos com o resultado desse trabalho, as crianças adoram a atividade, se encantam com os personagens, tambores e figurinos, dançam com a gente. Os olhinhos brilham”, revela.

Para a professora do CEF 05, Tamatatiua Freire, filha de Seu Teodoro, é muito importante que as crianças conheçam o lugar de origem do Bumba Meu Boi de Seu Teodoro. “ Aqui as crianças veem de perto a tradição, o que se desenvolve aqui no Centro de Cultura Popular, os personagens. É a oportunidade que os alunos têm de sair da escola e participarem de uma aula diversificada, dinâmica e muito rica culturalmente. ”

Bumba Meu Boi de Seu Teodoro

O Bumba Meu Boi de Seu Teodoro foi criado, em Sobradinho (DF), em 1963, por Mestre Teodoro Freire. O grupo que é formado por várias gerações de nordestinos, foi reconhecido por seu valor histórico e artístico e declarado Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial por meio do Livro de Celebrações do Distrito Federal, em 2004. É um dos grupos culturais mais antigos da capital federal e participa de importantes eventos da cidade.

 

Fonte: La Pauta

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